Conversa Objetiva: O essencialismo em Réplica
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" Toda verdade passa por três estágios: Primeiro, é ridicularizada. 
Segundo, é violentamente rejeitada. 
Terceiro, é aceita como sendo auto-evidente."
Arthur Schopenhauer

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O essencialismo em Réplica




O ESSENCIALISMO EM RÉPLICA
Por Roger Ronconi

Este texto foi desenvolvido em resposta ao comentário abaixo
 em referência à postagem Professor, o mal existe?...



Status disse:
ALBERT EINSTEN? NÃO VIAJA CARA, QUE TIPO DOENTE COLOCARIA O NOME DE EINSTEN NISSO? QUER DIZER QUE O MAL NÃO EXISTE, É SÓ A AUSÊNCIA DO BEM? ENTÃO TÁ... SEUS SUPOSTO DEUS CRIA O MUNDO, CRIA A BONDADE E LIMITA ELA? SÓ PARA MOSTRAR COMO SOOS "LIVRES"? ENTÃO CRIANÇAS SÃO ASSASSINADAS E ESTUPRADAS E QUEIMADAS E ETC. PARA PROVAR QUE O BEM EXISTE? MUITO LEGAL ESSE DEUS CRISTÃO NÉ?   
6 de novembro de 2011 04:50 



"O ser humano vivencia a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo, numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa 
liberação e o alicerce de nossa segurança interior."
Albert Einstein




Primeiramente perceba que o texto (Professor, o mal existe?...) não é de minha autoria.
Sugiro leitura do cabeçalho de abertura deste blog.

Secundariamente, observe o que segue:

1. Em nenhum momento citei o que chamou de "Deus Cristão".

2. não me denominei também como cristão, pois não sou. Sugiro leitura do meu perfil à esquerda e do meu currículo. Sugiro também a leitura de outras postagens pois, sendo esperto, perceberá que de todas as religiões sobre as quais escrevo, a que menos apóio é a de base Cristã, pelo simples fato de esta ter perdido sua essência fundamental há mais de 2 mil anos.

3. Fazendo isso também poderá perceber que sou contra religiões. Quando me perguntam sobre qual a minha religião, ou digo não ter, ou declaro seguir o que chamo de "ESSENCIALISMO".

4. Essencialismo é o nome que dei para a minha filosofia de vida em favor de um mundo sem religiões, sem política, onde o que importa não é o dinheiro que se conquista com a fé das pessoas, nem o controle que se faz delas por sua ignorância, muito menos a intolerância, a guerra e a discriminação de raças e credos; um mundo onde o que importa é a essência de cada um, a equidade, a universalidade, carregando a Centelha Divina do Deus ou Entidade em que cada um "acredita"; um mundo onde as pessoas pudessem abandonar o sentido de "crer" e passar a adotar o sentido de "vivenciar".

5. O Sr. ou Sra. está certo(a) em duvidar da inserção do nome de Albert Einsten e da confiabilidade do texto acima, uma vez que não há referências palpáveis sobre sua veracidade. Inclusive acho dúbia a origem de tal referência, haja vista que o próprio Einstein, em muitos textos e comentários incluía o termo "maldade", com referências a atos humanos. Porém, em se tratando de um homem com visíveis diferenças ao padrão comum da época, com características de quem refletia e filosofava o tempo todo, é fato que mudava sua forma de enxergar a vida o tempo todo. Sobre pessoas desse tipo, encontra-se muitas divergências de pensamentos entre seus períodos de vida, principalmente quando suas palavras passam pelo estragado filtro da divulgação.

6. Certa vez disseram que o texto acima fora retirado de Santo Agostinho em "Confissões". Porém, não me lembro de ter encontrado tal conteúdo no referido livro-texto. O fato é que o texto publicado não visa oferecer uma aula de física ou menos ainda idolatrar a figura de Einstein. O objetivo da postagem é apenas despertar o pensamento sobre a essência de tal contexto, passar uma mensagem.  

7. Penso que os estupradores e pessoas que cometem crimes hediondos deveriam pagar de forma mais expressiva, assim como também chamo os "direitos humanos" de "direitos dos manos".

8. Einstein é conhecido por seus comentários a respeito de crenças, filosofias e religiões. Conta-se inclusive que o mesmo, ao buscar a origem de tudo e estudar o Universo e suas interações na área da física quântica, percebeu que o Universo deveria ter tido um início, uma criação e passou então a considerar o que as religiões chamam de Deus. Sugiro pesquisar mais sobre Einstein ou mesmo ler outras postagens.

9. Nós, rosacruzes, chamamos o que o Sr. ou Sra. referiu como "Deus" frequentemente de "Consciência Cósmica". Sendo que para outros também é comum o termo "Arquiteto do Universo".

10. Eu não uso o termo "Deus" em nenhum dos meus textos, pois penso que tal terminologia é utilizada de forma errada pelas pessoas e, sendo contra as religiões, meu discurso poderia ser entendido como de caráter religioso.

11. Não sei também que "tipo de doente" - como o Sr. ou Sra. descrevera - faria isso. Na verdade não sei de que doença o Sr. ou Sra. se refere. Talvez seja a doença da desinformação? Da ignorância talvez? Quem sabe da discriminação ou da intolerância?

12. O Sr. ou Sra. precisa ler mais a respeito da necessidade dos seres humanos de se apegar às coisas materiais, aproveitando para entender o problema envolvido nesse contexto.

13. Precisa entender também o quão insignificante é o ser humano, o planeta Terra e sua passagem por aqui, sendo esta um fragmento muito pequeno e importante de sua existência sutil.

14. Esta forma de pensamento manifestada pelo seu comentário é na verdade o mero oposto circunstancial de quem comete os crimes que comentou. Ambos são embasados pelo mesmo pensamento materialista e antropocentrista. Apenas possuem pontos de vista diferentes. No fim, são a mesma coisa, como o texto acima quis lhe dizer.

15. Um dia se lembrará de tudo o que leu aqui.

16. Espero que não seja tarde demais.


Sendo assim, agradeço o seu comentário, pois abrilhanta o blog e permite o crescimento de todos.

Desejo a sua evolução e a de todos os demais seres.

Com votos de Sabedoria e Paz profundas,

Sou, sincera e fraternalmente,
Roger William Freire Ronconi




"Não acredito num Deus que recompensa o Bem e pune o Mal."
"A maioria de nós prefere olhar para fora e não para dentro de si mesmo."






--------------------ATUALIZAÇÕES DE POSTAGEM--------------------




31 DE DEZEMBRO DE 2011, 18h07min.




Albert Einsten e a Religião

.....................................Quando se pretende falar da relação entre Albert Einstein e a religião, é inevitável lembrar uma de suas frases mais famosas: "A ciência sem a religião é manca; a religião sem a ciência é cega". Isso seria mais do que suficiente para se perceber que o cientista tinha uma relação especial com a religião. Alguns biógrafos de Einstein (1879-1955) chegaram a defender a noção de que essa relação ocorreu basicamente em sua infância, mas essa idéia já não é mais aceita. Uma das pesquisas mais profundas desse relacionamento entre ciência e religião na vida e obra de Einstein está no livro Einstein e a Religião, de Max Jammer, professor de Física e colega de Einstein em Princeton.

.....................................O primeiro ensaio de Einstein a respeito da relação entre ciência e religião data do final de 1930, ainda que se diga que seu interesse no assunto já vinha da década de 20. Sua postura contra todo tipo de dogmatismo religioso pode ser verificada mais uma vez na sua recusa em utilizar o termo "teologia", entendendo que sua abordagem da religião diferia muito da dos teólogos profissionais, especialmente daqueles para quem "a teologia é detentora da verdade e a filosofia está em busca da verdade".

.....................................A maioria de seus textos sobre religião surgiram no período entre 1930 e 1941, e diz Jammer que seu interesse em escrever sobre o tema cresceu devido a duas entrevistas. A primeira, no início de 1930, dada a J. Murphy e J.W.N. Sullivan, já citada no início da matéria. A segunda entrevista foi com o poeta e filósofo místico hindu Rabindranath Tagore (1861-1941), Prêmio Nobel de Literatura em 1913.

.....................................Aparentemente, Einstein ficou um pouco decepcionado com a conversa com Tagore, e resolveu escrever o ensaio chamado Aquilo em que Acredito, que despertou a ira dos nazistas. Um dos trechos diz: "A mais bela experiência que podemos ter é a do mistério. Ele é a emoção fundamental que se acha no berço da verdadeira arte e da verdadeira ciência. Quem não sabe disso e já não consegue surpreender-se, já não sabe maravilhar-se, está praticamente morto e tem os olhos embotados. Foi a experiência do mistério - ainda que mesclada com a do medo - que gerou a religião. Saber da existência de algo em que não podemos penetrar, perceber uma razão mais profunda e a mais radiante beleza, que só nos são acessíveis à mente em suas formas mais primitivas, esse saber e essa emoção constituem a verdadeira religiosidade; nesse sentido, e apenas nele, sou um homem profundamente religioso. Não consigo conceber um Deus que premie e castigue suas criaturas, ou que tenha uma vontade semelhante à que experimentamos em nós".


Quando escreveu o ensaio religião e ciência para a New York Times Magazine, em 1930, Einstein elaborou a idéia de três estágios do desenvolvimento da religião. O primeiro estágio, ele chamou de "religião do medo". Pensando em quais teriam sido as necessidades e os sentimentos que levaram ao pensamento e à fé religiosa, entendeu que, para o homem primitivo foi, antes de tudo, o medo, seja da fome, dos animais, das doenças ou da morte. 




.....................................A mente humana, disse, criou seres imaginários de cuja vontade dependiam a vida ou a morte do indivíduo e da sociedade. E, para aplacar esses seres, os humanos lhes ofereciam súplicas e sacrifícios, formas primitivas de oração e rituais religiosos.

.....................................Ele não aceitava a idéia da religião se originando pela revelação, segundo a qual Deus dá a conhecer Sua realidade aos homens; isso exclui a aparição a Moisés e acontecimentos como o nascimento, vida e morte de Jesus Cristo, ou ainda as palavras de um anjo, como diz o Alcorão. Jammer diz ainda que a idéia da religião surgindo do medo não é de Einstein, ainda que provavelmente ele não tenha lido os autores que falaram disso antes dele.

.....................................O segundo estágio, ele escreveu, foi a "concepção social ou moral de Deus", decorrente do "desejo de orientação, amor e apoio". É o Deus que premia e castiga, ao qual ele já havia se referido anteriormente. Einstein via no Antigo e no Novo Testamentos uma ilustração admirável dessa transição de uma religião do medo para a religião da moral, ainda ligada a uma concepção antropomórfica de Deus.

.....................................O terceiro estágio Einstein chamou de "sentimento religioso cósmico" e, segundo explicou, é um conceito muito difícil de elucidar para as pessoas que não têm esse sentimento, uma vez que ele não comporta qualquer concepção antropomórfica de Deus. Ele disse que "os gênios religiosos de todas as épocas distinguiram-se por esse tipo de sentimento religioso, que não conhece nenhum dogma e nenhum Deus concebido à imagem do homem; não pode haver uma Igreja cujos ensinamentos centrais se baseiem nele. Assim, é entre os hereges de todas as eras que vamos encontrar homens que estiveram repletos desse tipo mais elevado de sentimento religioso, e que, em muito casos, forma encarados por seus contemporâneos ora como ateus, ora como santos. Vistos por esse prisma, homens como Demócrito, Francisco de Assis e Espinosa assemelham-se muito".

.....................................Apesar de tantas demonstrações de que não era ateu,mas que via a religiosidade de uma forma particular, até recentemente Einstein era citado como um ateu. Numa conversa como príncipe Hubertus de Löwenstein, disse que o que realmente o aborrecia era que as pessoas que não acreditam em Deus viviam citando-o para corroborar suas idéias. Jammer cita um livro popular sobre a vida do cientista, publicado em 1998, em que surge a frase "ele (Einstein) foi ateu a vida inteira", apesar de uma citação de Einstein no mesmo livro contradizer essa afirmação: "O Divino se revela no mundo físico".

.....................................O maior problema parece ser mesmo a dificuldade das demais religiões em aceitar uma religião na qual as instituições e os dogmas perdem os sentido. Elas não aceitam essa situação, como não podem aceitar um homem que diz que "se você ora a Deus e Lhe pede algum beneficio, não é um homem religioso".

.....................................Einstein não desrespeitava as religiões estabelecidas, mas apenas não concordava com elas. Jammer diz que ele venerava os fundadores das grandes religiões, e isso pode ser visto numa mensagem que enviou à Conferencia Nacional de Cristãos e Judeus, em 1947. "Se os fieis das religiões atuais ", escreveu Einstein, "tentassem sinceramente pensar e agir segundo o espírito dos fundadores dessas religiões, não existiria nenhuma hostilidade de base religiosa entre os seguidores dos diferentes credos. Até os conflitos no âmbito da religião seriam denunciados como insignificantes".

.....................................Hoje em dia, muitos religiosos dizem exatamente isso, tendo em vista a situação explosiva em que o mundo se encontra, em grande parte devido a conflitos religiosos. Na religião de Einstein, os conflitos seriam impossíveis de existir.

Por Gilberto Schoereder
IPPB



31 DE DEZEMBRO DE 2011, 18h20min.

"A mais bela experiência que podemos ter é a do mistério. Ele é a emoção fundamental que se acha no berço da verdadeira arte e da verdadeira ciência. Quem não sabe disso e já não consegue surpreender-se, já não sabe maravilhar-se, está praticamente morto e tem os olhos embotados. Foi a experiência do mistério - ainda que mesclada com a do medo - que gerou a religião. Saber da existência de algo em que não podemos penetrar, perceber uma razão mais profunda e a mais radiante beleza, que só nos são acessíveis à mente em suas formas mais primitivas, esse saber e essa emoção constituem a verdadeira religiosidade; nesse sentido, e apenas nele, sou um homem profundamente religioso. Não consigo conceber um Deus que premie e castigue suas criaturas, ou que tenha uma vontade semelhante à que experimentamos em nós".
Albert Einstein





31 DE DEZEMBRO DE 2011, 18h21min.

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