Conversa Objetiva: Ter cultura e pensamento crítico é pecado?
Este Blog é dedicado a tratar de assuntos como ufologia, religião, saúde, política, e cidadaniaCom uma linguagem às vezes subjetiva, oferece distintas  interpretações sobre a vida, sobre o Universo e a presença da humanidadeSerão apresentados recortes direcionados com o objetivo de despertar o pensamento crítico do ser humano, o desenvolvimento do respeito e da compaixão, da união e da igualdade entre as pessoas.
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" Toda verdade passa por três estágios: Primeiro, é ridicularizada. 
Segundo, é violentamente rejeitada. 
Terceiro, é aceita como sendo auto-evidente."
Arthur Schopenhauer

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terça-feira, 21 de junho de 2011

Ter cultura e pensamento crítico é pecado?

Às vezes me pego a me perguntar qual o motivo para as pessoas se comportarem em grupos com alguma coisa em comum, mesmo percebendo que o conceito seguido não faz parte das suas ações, emoções e essência. Não é clara a razão pela qual os seres humanos se diferenciam, humilham, atribuem pré-conceitos e realizam incursões violentas contra os outros semelhantes (em essência), simplesmente por não partilharem  do mesmo pensamento, cor, origem, família, padrão social, cultura, preferência ou opinião política. É inconcebível existir tantas religiões que falam tanto em deuses e divindades e esquecem de mostrar a seus fiéis  a importância de respeitar os outros seres humanos. Pior que isso é guerrear, causar mortes e violência contra outros seres humanos por conta de opiniões acerca de religiões que se julgam diferentes, quando na verdade, deveriam ter os mesmos objetivos.

Algumas religiões têm como meta o controle social de determinadas populações, concentrando poder socio-cultural e adeptos de um pensamento muitas vezes agressivo e que não corrobora com os atos do dia-a-dia.  Discriminam e agridem os outros com base apenas em questões religiosas, que deveriam servir para evoluir o ser humano e não o contrário.


Com tudo isso, me pergunto na sequência:  É pecado ter cultura?  É pecado ter conhecimento e pensamento crítico?  Por que as pessoas não aceitam as opiniões dos outros e tentam ao menos entender o posicionamento de um semelhante?

Não podemos generalizar, nem apontar uma religião específica. Afinal, muitos mostram que não fazem idéia sobre o que estão falando ou ouvindo falar. Quantos já não viram um ateu ou não praticante dizer "graças a Deus!"? É uma questão de cultura, uma semente conceitual plantada ao longo do tempo na mente do indivíduo.




Porém muitos têm se fechado em sua "concha" e não absorvem cultura do "mundo externo". `Para alguns, amigos - só os que frequentam a mesma igreja (apesar de às vezes conversar com pessoas de outras crenças/opiniões, não para tentar entendê-los, mas para tentar convertê-los, pois só a própria religião ensina a verdade;   livros - só da igreja;   opinião - só do pastor, bispo, padre, pai de santo, etc;    informação - só a que a igreja acha devida; música apenas daquela religião pois todas as outras são "profanas" e mostram "libertinagem" ou que têm relação com uma outra cultura cuja religião comum cultua deuses que "não existem".

Na última semana ouvi de uma colega sobre uma "religiosa" que perguntava se o método Pilates envolvia culto a deuses ou "demônios", pois nunca poderia praticar Yoga, vez em que esta técnica significa culto a "deuses que não existem". Isso mostra uma ignorância tão expandida que foge dos padrões de explicação. Além de não entender nada sobre uma coisa, atribui a ela pré-conceitos que partem da falta completa de informação tanto religiosa, como também histórica, cultural, social e outras.



Enfim, a questão é sobre ser pecado ter cultura, procurar opiniões diferentes, entender como a divindade se manifesta na humanidade e questionar a "verdade absoluta" que uma ou outra igreja/religião prega.

O Buda Shakyamuni ensinou que uma grande parcela do sofrimento em nossas vidas é auto-infligido, oriundo de nossos pensamentos e comportamento, os quais são influenciados pelas habilidades de nossos seis sentidos. Nossos desejos – por dinheiro, poder, fama e bens materiais – e nossas emoções – tais como, raiva, rancor e ciúme – são fontes de sofrimento causado por apego a essas sensações. Nossa sociedade tem enfatizado consideravelmente beleza física, riqueza material e status. Nossa obsessão com as aparências e com o que as outras pessoas pensam a nosso respeito são também fontes de sofrimento.


Portanto, o sofrimento está primariamente associado com as ações de nossa mente. É a ignorância que nos faz tender à avidez, à vontade doente e à ilusão. Como conseqüência, praticamos maus atos, causando diferentes combinações de sofrimento.

Outra pergunta que surgiu na semana anterior foi o fato de haverem algumas religiões ríspidas que falam muito mais em demônios do que em Deus. Será que não o adoram  (o demônio) tanto que necessitam mantê-lo o tempo todo em suas mentes? Será que não o adoram tanto que o vêm em tudo?  Quanto mais "negativismo" o indivíduo tiver em seus pensamentos, mais "coisas negativas" perceberá, assim como o contrário.


  


















Lembre-se, você enxerga o que a sua mente quer enxergar.
Se você só pensa na maldade, só encontrará, só perceberá maldade.
Tente manter na cabeça paciência, serenidade, compaixão, respeito e curiosidade.




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