Conversa Objetiva: Conceito do Cosmos .1
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" Toda verdade passa por três estágios: Primeiro, é ridicularizada. 
Segundo, é violentamente rejeitada. 
Terceiro, é aceita como sendo auto-evidente."
Arthur Schopenhauer

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terça-feira, 14 de junho de 2011

Conceito do Cosmos .1



"Lamentavelmente, em nosso presente estado de desenvolvimento, 
a humanidade só pode aprender por meio de duríssimas experiências. 
Apegada à raça, tem de sentir-se absolutamente egoísta, para que possa
 provar as amarguras que lhe produz o egoísmo  alheio, assim como é preciso
 conhecer a enfermidade para reconhecer-se quanto vale a saúde."
Max Heindel











CAPITULO XV - CRISTO E SUA MISSÃO
Retirado de
CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS 
The Rosicrucian cosmo-conception or Christian occult science 
(1909)



JESUS E CRISTO-JESUS

Para obter ligeiro vislumbre do grande Mistério do Gólgota e compreender a Missão de Cristo como fundador da Religião Universal do futuro, é necessário conhecer primeiramente a natureza exata dessa missão. Incidentalmente, conheceremos a natureza de Jeová, a cabeça das religiões de raça, como o Taoismo, Budismo, Induísmo, Judaísmo, etc., e a identidade do “Pai”, a quem Cristo, em tempo próprio, entregará o reino.

No credo cristão encontra-se esta sentença: “Jesus-Cristo, o unigênito Filho de Deus”. Para a generalidade dos homens, estas palavras reportam-se a certa pessoa, aparecida na Palestina há uns dois mil anos, de Quem se fala como Jesus-Cristo, - um indivíduo somente, “o unigênito Filho de Deus”.

É um grande erro. Nessa sentença são caracterizados três Seres bem distintos e diferentes. É de maior importância que o estudante compreenda claramente a natureza exata desses três Grandes e Exaltados Seres, enormemente diferentes em glória, mas que merecem nossa mais profunda e devotada adoração.

Rogamos ao estudante que observe o diagrama 6. Notará que “O Único Gerado” (o “Verbo” de que fala João) é o segundo aspecto do Ser Supremo. Unicamente este “Verbo” foi “engendrado por Seu Pai (o primeiro aspecto) antes de todos os Mundos”. “Sem Ele nada do que foi feito se fez”, nem mesmo o terceiro aspecto do Ser Supremo, que procede dos dois aspectos anteriores. Portanto, o “único engendrado” é o exaltado Ser que está além de todo o Universo, salvo unicamente o aspecto-Poder d'Aquele que O criou.

O primeiro aspecto do Ser Supremo concebe ou imagina o Universo antes do começo da manifestação ativa, incluindo os milhões de sistemas solares e as grandes Hierarquias que habitam os seis planos cósmicos de existência além do sétimo, o campo da nossa evolução (veja-se o diagrama 6). Esta Força também dissolve tudo o que se tem cristalizado sem mais possibilidade de ulterior crescimento. Quando chega o final da  manifestação ativa, ela reabsorve em Si mesma tudo que existe, até o alvorecer de outro novo Período de Manifestação. 

O segundo aspecto do Ser Supremo manifesta-se na matéria como forças de atração  e coesão, dando-lhe a capacidade de combinar-se em várias classes de formas. Esse é o Verbo, o “Fiat Criador”. Modela a Substância-Raiz-Cósmica primordial de modo semelhante ao que produz as figuras geométricas por meio de vibrações musicais, como antes se indicou, o mesmo som originando sempre as mesmas figuras. Assim, o grande e  primordial “Verbo” trouxe a existência, em sutilíssima matéria todos os diferentes mundos e sua miríades de formas que, desde esse tempo, foram copiadas e trabalhadas em pormenores pelas inúmeras Hierarquias Criadoras. 

Entretanto, o “Verbo” não podia fazer isso antes do terceiro aspecto do Ser Supremo preparar e despertar do seu estado normal de inércia a Substância-Raiz-Cósmica, pondo os inumeráveis átomos  inseparáveis  a girar em seus eixos,  colocando esses eixos em diferentes ângulos uns em relação aos outros, e dando a cada estrutura atômica diferente “grau de vibração”. 

Os diferentes ângulos de inclinação dos eixos e as intensidades vibratórias permitem à Substância-Raiz-Cósmica formar diferentes combinações. Tais combinações constituem a base dos sete grandes Planos Cósmicos. Havendo em cada um desses planos diferentes inclinações dos eixos e diferentes intensidades vibratórias, as condições e combinações de cada um dos planos são diferentes das de qualquer outro, em consequência da atividade do “Único Engendrado”.

Segundo o Diagrama 14, o “Pai” é o mais elevado Iniciado  da humanidade do Período de Saturno. À humanidade ordinária daquele Período pertenciam os que são agora os Senhores da Mente. O “Filho” (Cristo) é o mais elevado Iniciado do Período Lunar. À humanidade comum desse Período pertenciam os que agora os Anjos. Esse diagrama mostra também quais os veículos dessas diferentes ordens de Seres. 

Comparando com o diagrama 8, verse-á que  seus corpos ou veículos (indicados por retângulos em negro no diagrama 14) correspondem aos Globos do período em que foram humanos. É sempre assim, pelo menos no relativo às humanidades ordinárias. Ao fim do período em que uma onda de vida se individualiza em seres humanos, esses seres retém corpos correspondentes aos globos nos quais funcionaram. Por outra parte, os Iniciados desenvolvem  veículos superiores, para eles mesmos.  Deixam de usar os veículos inferiores quando obtém a capacidade de empregar um veículo novo e superior. Ordinariamente,  o veículo inferior de um Arcanjo é o corpo de desejos. 

Cristo, o mais alto Iniciado do Período Solar, emprega geralmente o Espírito de Vida como veículo inferior. Funciona tão conscientemente no Mundo do Espírito de Vida como nós no Mundo Físico. Rogamos ao estudante que note de modo particular este ponto porque o Mundo do Espírito de Vida é o primeiro Mundo Universal, conforme explicamos no primeiro capítulo, sobre os Mundos. Nesse mundo cessa a diferenciação e começa a manifestar-se a unidade, pelo menos quanto ao nosso sistema solar. Cristo tem o poder de construir e funcionar num veículo tão inferior como o corpo de desejos, o veículo usado pelos Arcanjos, mas não pode descer mais. O significado disso será agora examinado.



Jesus pertence à nossa humanidade. Estudando o homem Jesus na Memória da Natureza, podemos segui-lo em suas vidas anteriores. Nelas viveu sob diversas circunstâncias, sob vários nomes, em diferentes encarnações, do mesmo modo que outro qualquer ser humano. Isto não sucede com o Ser Cristo. No Seu caso só pode encontrar-se uma única encarnação. Todavia, não se imagine que Jesus tenha sido um indivíduo comum. Era de mente singularmente pura, muito superior à grande maioria da nossa presente humanidade. Esteve percorrendo o Caminho da Santidade através de muitas vidas, preparando-se para a maior honra que poderia ter recebido um ser humano. 

Sua mãe, a Virgem Maria, era também da mais elevada pureza humana, por isso foi escolhida para ser a mãe de Jesus. O pai, José, era um elevado Iniciado, capaz de realizar o ato de fecundação como um sacramento, sem nenhum desejo ou paixão pessoal. Em consequência, o formoso, puro e amoroso espírito conhecido pelo nome de Jesus de Nazaré veio ao mundo num corpo puro e sem paixões. Este corpo era o melhor, o mais perfeito que se podia produzir na Terra. A tarefa de Jesus nesta encarnação, era cuidar e desenvolver o seu corpo até o maior grau de eficiência possível para o grande propósito a que devia servir.

Jesus de Nazaré nasceu mais ou menos no tempo indicado pela História, e não no ano 105 antes de Cristo, conforme indicam algumas obras ocultistas. O nome Jesus era comum no Oriente. Um iniciado chamado Jesus viveu no ano 105 A.C. e obteve a iniciação egípcia. Não foi Jesus de Nazaré, com quem estamos a relacionar-nos. 

O indivíduo que mais tarde se encarnou sob o nome de Christian Rosenkreuz, já estava em grau de evolução muito elevado quando nasceu Jesus de Nazaré. Está encarnado, atualmente. Seu testemunho, assim como o resultado das investigações diretas de outros rosacruzes, concordam em que o nascimento de Jesus de Nazaré teve lugar no princípio da Era Cristã, na data que geralmente se atribui. Jesus foi educado pelos Essênios e alcançou um elevado grau de desenvolvimento espiritual durante os trinta anos de uso do seu corpo. 

Podemos dizer, num parêntese, que os Essênios constituíam uma terceira seita na Palestina, além das duas mencionadas no Novo Testamento, os Fariseus e os Saduceus. Os Essênios formavam uma ordem extremamente devota, muito diferente da dos saduceus materialistas, e completamente oposta aos hipócritas e vaidosos fariseus. Evitavam toda menção de si e de seus métodos de estudo e de adoração. Este particular explica por que nada se sabe deles nem são mencionados no Novo Testamento. 

É lei do Cosmos: por mais elevado que seja, nenhum ser pode funcionar em qualquer mundo sem um veículo construído do material desse mundo (Ver os diagramas 8 e 14). Por esse motivo, o corpo de desejos era o veículo mais baixo do grupo de espíritos que alcançaram o estado humano no Período Solar. Cristo, um desses espíritos, era incapaz de construir para Si um corpo vital e um corpo denso. Podia ter trabalhado sobre a humanidade com um corpo de desejos, do modo que fizeram, como Espíritos de Raça, seus irmãos mais jovens, os Arcanjos. Jeová lhe teria aberto o caminho para entrar no corpo denso do homem. Todas as religiões de raça foram  religiões de leis, originadoras do pecado como consequência da desobediência a essas leis. 

Tais religiões estavam sob a direção de Jeová que, tendo por veículo  inferior o Espírito Humano, está correlacionado ao Mundo do Pensamento Abstrato, onde se origina o separatismo, conducente ao benefício próprio. A unidade era impossível. Precisamente por esta razão, foi necessária a intervenção de Cristo que possuía como veículo inferior o unificante Espírito de Vida. Por tal motivo,  devia aparecer como um homem entre os homens, devia entrar num corpo humano denso, porque unicamente  de dentro é possível conquistar a Religião de Raça, que afeta o homem de fora.

Cristo não podia  nascer num corpo denso. Não tendo nunca passado por uma evolução semelhante à do Período Terrestre, teria de adquirir, primeiramente, a capacidade de construir um corpo denso como o nosso. Porém, ainda que tivesse essa capacidade, seria inconveniente para um Ser tão elevado empregar energia na construção do corpo durante a vida ante-natal, a infância, a juventude, e levá-lo até a maturidade indispensável. Ele deixara de empregar ordinariamente o Espírito Humano, o corpo mental e o de desejos, embora tivesse aprendido a construí-los no Período Solar e retivesse a capacidade de construí-los e de neles funcionar quando fosse necessário. 

Cristo usou todos esses veículos próprios  e só tomou de Jesus os corpos vital e denso. Quando Jesus atingiu trinta anos de  idade, Cristo penetrou nesses corpos e empregou-os até o final de Sua Missão, no Gólgota. Depois da destruição do corpo denso, Cristo apareceu entre os discípulos em corpo vital, no qual funcionou ainda durante algum tempo. O corpo vital é o veículo que Ele  empregará quando aparecer novamente. Nunca tomará outro corpo denso. Com isto se relaciona o objetivo de todo exercitamente esotérico, de que falaremos mais tarde, que é trabalhar sobre o corpo vital, para construir o Espírito de Vida e acelerar seu desenvolvimento.

Quando tratarmos da Iniciação, será possível dar outros pormenores. Agora não é possível dizer mais sobre o assunto. Este ponto já foi parcialmente tratado ao descrever os acontecimentos relativos à existência  post-mortem. Rogamos ao estudante tenha em conta o seguinte: supõe-se que o homem, antes de entrar no esoterismo, já deve ter conquistado em grande extensão o seu corpo de desejos. O exercitamento esotérico e as primeiras iniciações são destinados a preparar o corpo vital, a fim de ser organizado o Espírito de Vida. Jesus, quando Cristo tomou o seu corpo, era um discípulo de grau elevado e, por conseguinte, seu Espírito de Vida estava em organizado. Vemos, portanto, que o veículo inferior em que funcionou Cristo e o melhor organizado dos veículos superiores de Jesus eram idênticos. Cristo, ao tomar os corpos vital e denso de Jesus, encontrou-se com uma série completa de veículos, desde o Mundo do Espírito de Vida até o Mundo Físico. 

Jesus já alcançara as mais elevadas vibrações do Espírito de Vida e passou por várias iniciações para obter o necessário efeito sobre o corpo vital. O corpo vital de um homem comum ter-se-ia paralisado instantaneamente sob as intensíssimas vibrações do Grande Espírito que entrou no corpo de Jesus. Até este corpo, puríssimo e ultra-sensível como era, não podia suportar durante muitos  anos os tremendos impactos vibratórios d'Aquele. Quando lemos que, em certa ocasião, Cristo se afastava dos seus discípulos, ou caminhava sobre o mar em sua procura, o esoterista sabe que Cristo tinha abandonado momentaneamente os veículos de Jesus para dar-lhes descanso, deixando-os ao cuidado dos Irmãos Essênios que, melhor que Cristo, sabiam como deviam cuidar de tais veículos. 

Esta cessão foi consumada com pleno e livre consentimento de Jesus. Ele soube que, durante a encarnação inteira, estava preparando um veículo para Cristo. Submeteu-se alegremente, para que o desenvolvimento da humanidade pudesse receber o gigantesco impulso que lhe foi dado pelo misterioso sacrifício do Gólgota. Como se vê no diagrama 14, Cristo-Jesus possuía os doze veículos que formam uma ininterrupta cadeia desde o Mundo Físico até o  próprio Trono de Deus. Portanto, Ele é o único Ser do Universo que está em contato, ao mesmo tempo, com Deus e com o homem. É capaz desta mediação porque experimentou, pessoal e individualmente, todas as condições e conhece todas as limitações incidentais à existência física.  

Cristo é único entre todos os Seres dos sete Mundos. Unicamente Ele possui os doze veículos. Ninguém, a não ser Ele, é capaz de sentir tão elevada compaixão e compreender tão amplamente a situação e as carências da humanidade. Ninguém, só Ele, está qualificado para trazer o remédio que satisfaça todas as nossas necessidades

Assim, ficamos conhecendo a natureza de Cristo, o Iniciado mais elevado do Período Solar, que tomou os corpos vital e denso de Jesus para poder funcionar diretamente no Mundo Físico e aparecer como um homem entre os homens. Se o seu aparecimento se desse de maneira milagrosa, estaria em desacordo com o plano evolutivo porque, ao final da Época Atlante, a humanidade obteve a liberdade de agir bem ou mal. 

Para aprender a dominar-se não podia ser empregada sobre ela nenhuma coação. Devia conhecer o Bem e o 
Mal por meio da experiência. Antes desse tempo, os homens tinham sido conduzidos, voluntariamente ou não, mas, depois, deu-se-lhes a liberdade, sob diferentes Religiões de Raça, cada uma delas adaptada às necessidades de cada Tribo ou Nação.




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CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS 
The Rosicrucian cosmo-conception or Christian occult science 
(1909)


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